terça-feira, 30 de outubro de 2012

Reciclagem de lixo eletrônico é tendência


O lixo eletrônico, também conhecido como e-lixo, é gerado pelas constantes mudanças tecnológicas dos computadores e celulares. Cerca de 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos são jogadas fora, todos os anos, pela população do mundo. No Brasil, algumas empresas encontraram na reciclagem de aparelhos descartados uma boa oportunidade de mercado.
Hoje existe mais de um celular por brasileiro. Toda hora surgem modelos novos, toda hora as pessoas estão trocando os aparelhos. Mas o que fazer com os velhos e ultrapassados? E não só celulares. TVs, sons, computadores que a gente não quer mais. A solução é o descarte correto e a reciclagem dos eletrônicos. Um lixo que vale dinheiro.
Computadores velhos, TVs e celulares descartados. Quando os aparelhos eletrônicos ficam obsoletos, o empresário Marcus Oliveira entra em cena, recolhe e trata o lixo eletrônico das empresas.
“Hoje, só no Brasil, a gente tem mais de um aparelho celular para cada habitante. E além dos computadores, eletrônicos, tudo isso mais, a cada dia vai sendo muito mais rápido descartado. E vai gerando um volume muito grande”, afirma o empresário.
O negócio ganhou impulso com uma lei do governo federal de 2010, que obriga as empresas a cuidar do lixo eletrônico, para não contaminar o meio ambiente. A lei estabelece que o consumidor deve devolver os produtos usados nos mesmos lugares da compra. E as lojas que comercializam os produtos são obrigadas a levá-los ao centro de triagem mais próximo.
“A lei é a Política Nacional dos Resíduos Sólidos que institui diretrizes de como se destinar corretamente todo tipo de resíduos sólidos no Brasil, entre eles, é citado na lei o resíduo eletroeletrônico. Ela traz oportunidades para o negócio porque imputa sobre fabricantes, importadores e grandes empresas, ou todo tipo de empresa, a responsabilidade de destinar corretamente os seus resíduos eletroeletrônicos”, explica Ronilson Rodrigues Freitas, da Associação Brasileira de Reciclagem.
A empresa de Oliveira cobra a partir de R$ 0,40 por quilo de material recolhido. Se for para rastrear e destruir arquivos, esse valor pode chegar a mais de R$ 2 por quilo.
Segundo o empresário, com R$ 50 mil dá para montar uma pequena empresa de recolhimento de lixo eletrônico. O valor é para a estrutura física do negócio e para obter a licença ambiental de funcionamento.
“Tem oportunidades para os novos pequenos empresários que podem investir num negócio de manufatura reversa de equipamentos eletrônicos e a gente pode inclusive, dar todo o apoio para essa empresa. De quer forma? Adquirindo deles placas eletrônicas, por exemplo, que são fonte de receita”, revela Oliveira.
Na empresa, o lixo eletrônico é desmontado a mão, peça por peça. Depois, separado por categoria. Metais, plásticos, baterias. Eles são entregues para empresas especializadas em reciclagem ou descarte.
Parte do lixo vale dinheiro. É o caso das placas eletrônicas de computadores. Elas contem 17 tipos de metais. Alguns dá para ver fácil. Tem o cobre, o alumínio, o ouro - uma camada bem fininha. Em uma caixa, por exemplo, há mais de 30 gramas de ouro.
Marcus vende as placas eletrônicas para empresas na Europa, que extraem os metais.
As carcaças plásticas dos eletrônicos são vendidas para uma empresa nacional de reciclagem, e viram mais um negócio. São 230 toneladas por mês de resíduos plásticos.
“Acredito que faça muita diferença para o meio ambiente, porque imagina só um resíduo industrial, indo para um aterro, os aterros todos superlotados, incineração também, muito difícil encontrar, custo muito caro, acredito que 230 toneladas que a empresa faça hoje têm um retorno bem significativo ao meio ambiente”, diz Eduardo Roberto Golçalves, da empresa de reciclagem.
Os clientes querem matéria-prima com qualidade de nova e preço de velha. Para isso, o essencial é não misturar plásticos variados. Entra em cena uma mão de obra diferente: um especialista em cheiros.
“Raspando, a gente sente o odor do material. Esse aqui é poliestireno. Esse é outro tipo de plástico é ABS. É usado na parte de eletrônicos”, explica Rafael Batista, classificador de plástico.
O plástico separado é moído e depois limpo de resíduos. Quanto mais puro, maior o valor. É uma caça às impurezas. Ela passa um imã pelo plástico triturado em busca aos corpos estranhos. “É muita coisa. 50 quilos por dia.”
O plástico segue para a próxima etapa, em um equipamento chamado estrusora. É conhecida como máquina de fazer macarrão. Ela é bem barulhenta. Derrete o plástico e solta em fios tipo espaguete, em temperatura de 300 graus. Depois, mergulha na água e corre por uma banheira comprida, onde o material esfria e endurece.
A secagem ocorre em vassouras improvisadas e vai para o granulador, de onde sai o macarrão, em forma de grãos. Depois é só embalar e vender. Depois do processo, o lixo de plástico vale R$ 4 o quilo e é muito disputado pelo mercado.
O granulado é vendido para outra empresa onde, finalmente, o lixo plástico volta a ser produto.
Ele é derretido e transformado em peças de comunicação visual: acabamento para banners e cabos de bandeira. Com a matéria-prima reciclada mais barata, os produtos custam até 50% menos que os feitos de material virgem.
“É para empresa que quer comprar mais barato. E beneficia nós também, os empresários, porque nós temos também um custo menor. Dá para ter uma margem sim, mas beneficia tanto um quanto o outro”, relata a empresária Vanda Guerra.
O mercado de reciclados é crescente. Por ano, o Brasil gera mais de três quilos de lixo eletrônico por habitante. Agora, a lei força a redução dessa quantidade e surgem as oportunidades de negocio.
“Nós não paramos de comprar eletroeletrônicos. Qualquer consumidor não para de comprar. Quantos mais compramos, mais esse mercado vai ter. A gente une os 2 mercados do futuro: informática e sustentabilidade, unidos num mercado só. Então esse mercado é crescente e duradouro”, diz Freitas, da associação de reciclagem.
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Que árvore você quer para o futuro?


O DNIT –Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em parceria com a Gestão Ambiental da BR-448 (STE – Serviços Técnicos de Engenharia S.A.) promove a exposição: “Que árvore você quer para o futuro? Não faça do lixo a semente”.
A exposição é composta por quatro árvores de ferro reciclado cobertas com lixo e aborda diferentes temáticas, além de 24 fotografias, que revelam as consequências da atitude do descarte irregular e propõe diversas “leituras”sobre uma consciência ambiental frente aos bens naturais do planeta. As imagens trazem também elementos inusitados coletados durante a captação das fotos que compõem as árvores.
Árvore "Mutação da Infância"
 
Árvore "Mundo Eletrônico"
 A exposição demonstra o envolvimento em ações socioambientais promovidas durante a contrução das obras de infraentrutura rodoviária e serve também para sensibilizar os colaboradores sobre o descarte correto de resíduos sólidos.
Fotografias revelam o descarte irregular
" Um alerta, uma chamada para a reflexão de um comportamento que tem tornado os cacostamentos e espaços laterais de nossas estradas em verdadeiros lixões, causando degradação, trazendo riscos e alterando a paisagem.
De um inocente papel de bala a um incendiário toco de cigarro capaz de causar uma tragédia, estamos semeando um bosque de lixo.
Pode parecer exagerado, mas não é. Na verdade, nada é inocente ou insignificante, nem o papel de bala que jogamos descompromissadamente pela janela de nosso carro, nem o corpo do animal morto que não damos o devido fim, nem o entulho que preferimos ignorar o destino.
Talvez sejamos ingênuos ao imaginar que tirar o lixo de nossos olhos fará com que ele desapareça, mas quando você voltar de sua viagem pela mesma estrada ou por outra, ele ainda vai estar lá.
Junto a todos os outros papéis de bala, às  pilhas de entulho, aos brinquedos velhos, pneus carecas, aos sapatos furados, às bolsas rasgadas, às latinhas e garrafas de bebidas, aos pacotes de salgadinho, aos restos de comida, ou talvez tenha queimado num incêndio iniciado pelo toco de cigarro.
Talvez, e como é crescente o consumo, o lixo não faltará, mas também não pode nos faltar consciência e reflexão.
Pense! Que paisagem você quer para o futuro? Que futuro você quer para o planeta?
Não faça do lixo a semente."
 
Exposição:
“Que árvore você quer para o futuro? Não Faça do lixo a semente.”
Idealização e produção: Gestão Ambiental da BR-448 /STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A.
Fotografia: Andrea Weschenfelder
Artista Plástico: Eduardo Nunes
Direção de Arte: Mário de Almeida/UBX-lab
Concepção Artística: Zé Augustho Marques
Colaboradores: Jovino Ribeiro,Mário Alves Severo, Marines Bião, Terezinha Bião e Thalia de Souza
Apoio:
Consórcio Queiroz Galvão, OAS, Brasília-Guaíba e Jornal Fala Brasil

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Projeto Profissão Catador: Relatos de experiência

 
Há mais de quinze anos, Maria Etelvinada Rosa Perúcio vive da renda obtida com a coleta do lixo. Até a formaçã do grupo, fazia esse trabalho separadamente, saindo de casa todos os dias bem cedo para recolher material. O grande problema é que ganhava pouco, pois tinha dificuldades para encontrar compradores. "Vendia para os picaretas". Hoje, Maria Etelvina diz que o trabalho na Associação - localizada no bairro Acelino Flores - é bem mais tranquilo e, principalmente oferece segurança para ela e a família. Em 22 dias, conta ela, já chegou a ganhar R$ 950,00 mas, enfatiza, 'é preciso trabalhar muito'.
Leonilda Lima Lopes, 56 anos, trabalhou como doméstica desde os 11 anos de idade, até ficar doente e precisar se ausentar. Quando voltou, não encontrou mais colocação no mercado. Há 1 mês está na Associação e garante que está valendo a pena. "Estou perto de casa e o primeiro pagamento foi suficiente para pagar as contas". Maria Isabel Antunes dos Santos também é nova na atividade. Até dois meses trabalhava fazendo faxina. Hoje ela e a filha estão na Associação. Bem felizes. "O trabalho é pesado, mas trabalhamos em turno, determinados dias da semana, e o dinheiro é bom", resume Maria Isabel.
Papel, papelão, latinhas de alumínio e plásticos são os materiais mais coletados pelo grupo de trabalhadores.
 
Fonte: Jornal Diário Serrano - 07 outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Catador de material reciclável: uma profissão para além da sobrevivência?



A reciclagem de lixo urbano figura como atividade emergente após movimentos ambientalistas e de preservação ambiental. Embora gere vantagens ambientais indiscutíveis, sobressaem os aspectos econômicos. A catação de materiais recicláveis constitui, para muitos trabalhadores, única forma de garantir a sobrevivência e possibilidade de inclusão num mercado de trabalho excludente.

Entende-se que o trabalho ocupa um lugar central na vida de quem o realiza. Para tanto, são enfocados dois fatores: o fato de ele ser um meio de sobrevivência e o tempo de vida a ele dedicado. O trabalho, além de ser um meio de subsistência, também é um meio de integração social, pois possibilita o relacionamento entre pessoas, a inclusão social e o sentimento de pertencer a um grupo. Assim, o trabalho significa para o trabalhador uma forma de afirmar sua identidade por meio de atribuições individuais inseridas por ele na realização da tarefa.

No Brasil, estima-se que o número de catadores de materiais recicláveis seja de aproximadamente 500.000 (quinhentos mil).

Os catadores catam e separam do lixo o material reciclável numa quantidade que seja suficiente para vender. O comércio dos materiais recicláveis entre os catadores e as empresas de reciclagem geralmente passa pela mediação dos atravessadores, chamados de sucateiros.

Esses intermediários, os sucateiros, recebem o material coletado pelos catadores, pesam e estabelecem o preço a ser pago pelos catadores. Em seus depósitos, os sucateiros vão acumulando os materiais, até conseguirem uma quantidade que viabilize o transporte para as indústrias de reciclagem.

Os catadores geralmente desconhecem completamente os aspectos que envolvem a logística do processo de reciclagem, desconhecimento muitas vezes atribuído ao baixo grau de escolaridade. O pouco conhecimento do circuito de reciclagem é um forte impedimento para que os catadores obtenham ganhos melhores nessa atividade.

A existência dos atravessadores podem ser explicada por dois fatores principais: primeiro, pela “dificuldade de locomoção” dos catadores de lixo para entregar o material nas indústrias de reciclagem e, segundo, pelas vantagens que esse sistema oferece às indústrias.

Dessa forma, o catador de material reciclável participa como elemento base de um processo produtivo bastante lucrativo, no entanto, paradoxalmente, trabalha em condições precárias, subumanas e não obtém ganho que lhe assegure uma sobrevivência digna.

Relaciona-se o crescimento do número de trabalhadores de materiais recicláveis com as crescentes exigências do mercado formal de trabalho.

Embora seja tal como a atividade de vendedor ambulante, realizada informalmente, a partir da década de 1980, os catadores começaram a se organizar em cooperativas ou associações, na busca pelo reconhecimento dessa atividade como profissão. Nos anos 1990, com o apoio de instituições não governamentais, foram promovidos encontros e reuniões em vários locais do país com essa finalidade. Novos parceiros foram incorporados, e o ano de 2001 culminou com a realização do “1º Congresso Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e a 1ª Marcha da População de Rua”. Com o fortalecimento dessas manifestações, criou-se o movimento nacional de catadores.

Dessa forma, os catadores estão construindo sua história e demarcando sua área de atuação, conquistando também seu reconhecimento como categoria profissional, oficializada na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, no ano de 2002.

Nessa classificação, os catadores de lixo são registrados pelo número 5192-05 e sua ocupação é descrita como catador de material reciclável. Segundo a descrição sumária de suas atividades na CBO, os catadores “catam, selecionam e vendem materiais recicláveis como papel, papelão e vidro, bem como materiais ferrosos e não ferrosos e outros materiais re-aproveitáveis”.

O problema hoje não está em reconhecer legalmente o catador como um profissional, mas sim, em reconhecer seu direito às condições dignas de trabalho e de vida para além da perspectiva estrita da sobrevivência.

Para que a sociedade perceba o catador como “um outro trabalhador qualquer” é preciso associar o trabalho de catação a significados positivos.

O caráter excludente do trabalho do catador está relacionado com a semântica negativa do lixo, e esta situação interfere tanto na identificação do catador com o seu trabalho como no reconhecimento da sociedade pelo trabalho desempenhado pelo catador.

Sob o ponto de vista psicossocial, tornar-se catador é sentido como fonte de dignidade e modo legítimo de obter renda. Contudo, a inclusão desses catadores ocorre de forma perversa. Dessa forma, pode-se inferir que o catador de materiais recicláveis é incluído ao ter um trabalho, mas excluído pelo tipo de trabalho que realiza.

O fato dos catadores constarem na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO – poderia ser um indicativo que apontasse para o resgate da dignidade desses trabalhadores, inserindo-os no âmbito das políticas públicas.

Porém, o que se observa é uma condição oposta, na qual o trabalhado da catação é quase sempre desfavorável ao trabalhador. O trabalhador catador é exposto a riscos à saúde, a preconceitos sociais e à desregulamentação dos direitos trabalhistas, condições que são extremamente precárias, tanto na informalidade de trabalho, quanto na remuneração. Além disso, os catadores não tem acesso à educação e ao aprimoramento técnico.

Paradoxalmente, mesmo ocorrendo nas condições demonstradas, a catação possibilita a sobrevivência de muitos trabalhadores. Lentamente, os catadores buscam se organizar em cooperativas e associações, visando melhores condições de trabalho.

As cooperativas de reciclagem de lixo são recentes no Brasil. Uma cooperativa de catadores pode desenvolver diferentes ações, visando enfrentar fatores que interferem no processo de negociação de materiais recicláveis, possibilitando competitividade através do aumento de oferta de matérias recicláveis num volume maior que garanta negociação de preços.

O também destaca-se as seguintes vantagens da cooperativa: evitar depender de um único comprador; vender cargas “fechadas” por um preço médio; estocar – os materiais podem ser armazenados por períodos mais longos, se o galpão de triagem dispuser de espaço e houver capital de giro.

O objetivo central de uma cooperativa de catadores de material reciclável é gerar oportunidades de trabalho e renda. Das vantagens econômicas advindas da organização em cooperativas de trabalho, apresenta-se o fato de os catadores conseguirem um valor mais alto pelo produto em melhores condições de limpeza e classificação e barateiam o transporte, prensando as cargas.

A organização do trabalho dos catadores em cooperativas é elemento fundamental para se obter melhores condições para a venda direta e, consequentemente, a obtenção de melhores preços.

Dentre as alternativas de tratamento para o lixo urbano, a reciclagem configura-se como importante elemento, pois possibilita o reaproveitamento de materiais descartados novamente ao circuito produtivo e traz benefícios ambientais através da economia de recursos naturais, energia e água. Além do inquestionável aspecto ambiental, a reciclagem possibilita ganhos sociais ao absorver no seu circuito produtivo os catadores de materiais recicláveis.

Esses trabalhadores desempenham um papel preponderante para o processo de reciclagem, pois, atualmente, o fruto de seu trabalho é ponto de partida para o abastecimento, com matérias-primas, da indústria de reciclagem.







 Fonte: Medeiros, L.F.R.; Macedo, K.B."Catador de material recicável: uma profissão para além da sobrevivência?"; Psicologia & Sociedade; 18 (2):62-71; mai./ago.2006

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Brincadeiras Infantis


No mês das crianças, nesta data tão especial, que tal comemorar de um jeito diferente? A sugestão é promover um dia de muitas brincadeiras, juntos em família e com amigos confeccionando os próprios brinquedos.

Trazemos 21 sugestões de joguinhos e brincadeiras que podem ser feitos com materiais que temos em casa, muitos deles descartáveis.

 Um bom uso para todas aquelas meias sem par: joguinho de peca o peixe na vara, um bom ímã na ponta do cordão; as meias recheadas com objeto metálico na “boca” do peixe, adornados com fitinhas coloridas e botões... tempo cronometrado: quem fisgará mais peixinhos?

 
 

Mini-golfe: Bastão: cabo e uma embalagem plástica fixada na ponta, deve-se utilizar fita adesiva. Os buracos podem ser feitos com embalagens plásticas ou outro material disponível, fixado ao chão.

 

Esta sugestão é super prática: casinha de papelão desmontável. Podemos colorir, fazer janelas, mil e uma possibilidades!
 

 

E as tampinhas plásticas de vários produtos, cores e tamanhos? É só vazar e passar um fio pela abertura, finalizando com um nó bem seguro:

 

          Uma fita é tudo que se precisa para esta divertida brincadeira:

 
            Jogo de Damas: é só confeccionar o tabuleiro, as tampinhas serão as peças! Ótima opção para desenvolver o raciocínio:

 
Quem consegue a maior pontuação? Jogo de Arremesso... com uma fita adesiva, faz a marcação no chão. O objeto a ser lançado, pode ser um saquinho com sementes.
 
Jogo de Argola! Rolinho de papelão fixado sobre uma base plana e argolas, que podem ser feitas de vários materiais, como garrafas PET, só precisa envolvê-las, para que fiquem pesadas  suficiente para serem arremessadas:
 
Um grande papel desenhado, um lindo cenário para brincar com as miniaturas... pode-se ainda fazer prédios e casinhas com caixas de vários tamanhos, revesti-las e pintá-las.
 
Jogo da Memória: palitos de sorvete, papel e criatividade!
Que tal fazer uma surpresa para um grande desenhista? Reutilizando uma janela e algum trabalho, teremos uma mesinha apropriada para o artista!
 
           Na porta, um teatro de fantoches. Basta estender um tecido com janelinha! Mil e uma histórias serão contadas, para uma plateia atenta!
 
Bonecas magnetizadas. Uma bandeja metálica e bonequinhas impressas, coladas em manta magnética. Podem ser também desenhadas.
 
Rolinhos de papel, tintas, lápis, papel colorido. Muitos personagens surgirão:
 
        Joguinho educativo: Bandeja metálica e letrinhas magnéticas! As letrinhas podem ser recortadas de embalagens e serem coladas em manta magnética.
 
 
       Teatro de sombras: desenha-se o formato dos personagens, fixa um suporte para o manuseio dos bonecos, pendura-se um tecido, posiciona-se por trás do pano. Uma luz por trás de tudo, fará com que a sombra seja projetada e o espetáculo terá início.
 
Outra ideia legal, é desenvolver brincadeiras que estimulem a curiosidade científica, aqui, comprova-se a existência material de gases.
 
 
            Teatro de Fantoches, reutilizando-se meias:
 
 
        Casinhas adoráveis, por reutilização de caixas de cereais e outras embalagens similares:
 
 
 
        Catapulta: palito de picolé, borrachinhas:
 
 

       No final disto tudo, todos serão só sorrisos!

 

       Esperamos que possa desenvolver algumas destas atividades com suas crianças! Serão momentos inesquecíveis, de grandes descobertas de talentos e confraternização familiar.

 
FONTE: reciclagemjardinagemedecoracao.blogspot.com.br

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Roupa reciclada na alta costura

“Eu reviro lixo – algo que as pessoas querem empurrar para longe e não pensar mais nisso – e transformo em algo elegante”, conta Nancy Judd. Ela começou a entidade de educação ambiental chamada de Passarela Reciclada, em 2007 e passou a criar roupas da moda a partir de material reciclado, captando assim a atenção da mídia e, consequentemente, de milhões de pessoas.

Cada uma de suas obras é uma peça única de arte que leva entre 100 e 450 horas para ser confeccionada, mas dura pelo menos 100 anos e inspira o público para reduzir seu impacto sobre o meio ambiente.

Nancy Judd cresceu em Portland, Oregon, e embora já costurasse e desenhasse roupas e jóias desde pequena, ela nunca se sentiu atraída para a indústria da moda. “Ela cria uma enorme quantidade de resíduos, e ainda há várias questões de justiça social”, diz.

De fato, ela recusou um lugar no reality show Project Runway, porque diz estar perfeitamente feliz com seu próprio projeto, Passarela Reciclada. Nancy tem trabalhado na área de reciclagem por um longo tempo, mas foi através da moda que ela conseguiu atrair a atenção das pessoas e transmitir importantes mensagens ambientais para o mundo.

A cada temporada, Passarela Reciclada cria belos vestidos de alta costura amigos do meio ambiente a partir de materiais reciclados, como latas de refrigerante usadas, correspondência velha e fitas cassetes antigas. Nancy espera inspirar as pessoas a mudar suas decisões sobre comida, consumo, transporte, reciclagem e reutilização.

 

Vestido reciclado de fitas cassetes velhas
Vestido feito com parafusos enferrujados
 
Vestido de cacos de vidro

Vestido de folders e propagandas descartadas