segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!


Equipe do Profissão Catador comemora o ano de 2012


A equipe do Projeto Profissão Catador comemorou na última quinta-feira (20) o ano positivo de atividades envolvendo as ações previstas. O grupo reuniu-se na CENCOR localizada da Unicruz Centro e através de um amigo secreto brindou este ano de trabalho.
O ano de 2013 promete ser se muito empenho, já que duas novas associações abrirão alcançando o número de 100 catadores associados no município. Em especial a coordenação do projeto agradece ao apoio do poder público e das empresas parceiras, não esquecendo da grande patrocinadora Petrobrás, que subsidia as ações através do programa Desenvolvimento e Cidadania.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cadastramento no Bairro Progresso

Durante a tarde desta terça feira (19) o Bairro Progresso recebeu a equipe do Projeto Profissão Catador que efetuou os cadastros de mais de 20 moradores do bairro e arredores que trabalham com a catação. O objetivo é cadastrar o maior número de profissionais visando a abertura da associação prevista para final do mês de janeiro. A procura por informações foi boa, de acordo com a análise da assistente social, Lidia Picasso, responsável pelo cadastramento. 
Além da divulgação nos meios de comunicação da imprensa, rádio e jornal, hoje, integrantes da equipe ainda visitaram as residencias dos catadores fazendo o convite a comparecer ao local de cadastramento.
Entende-se que a procura deverá aumentar significativa a medida que a associação comece a funcionar efetivamente. A parceria com a Petrobrás está sendo determinante na mudança de vida das pessoas que vivem da catação.
Estão previstas mais ações de mobilização no Bairro Progresso e também no Bairro Jardim Primavera.








domingo, 16 de dezembro de 2012

Mobilização para novas associações de catadores

Inicia nesta segunda feira a mobilização nos bairros Jardim Primavera e Progresso


Seguindo o cronograma do Projeto Profissão Catador, patrocinado pela Petrobrás, começa esta semana uma mobilização que visa o cadastramento de catadores em mais dois bairros de Cruz Alta. Atualmente existem duas sedes de associações funcionando no município, atendendo mais de 50 catadores, uma no Bairro Acelino Flores e outra no Bairro dos Funcionários.
Após uma análise, os Bairros Jardim Primavera e Progresso foram os contemplados com uma associação em cada, devido a grande concentração de profissionais da catação nestes locais. O funcionamento das novas associações está previsto para janeiro de 2013 mas o cadastramento já pode ser feito desde já pelos interessados em fazer parte da organização.
Nesta segunda-feira dia 17, entre 13:30h e 17h o cadastramento será no ESF do Bairro Jardim Primavera, já dia 19 é a vez do Bairro Progresso, também no ESF e no mesmo horário.
O catador só precisa comparecer no local portando o documento de identidade e cpf.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Poema: Catador de Papéis

Pelas ruas ele vive andando
Empurrando o seu velho carrinho
O papelão, papel sempre catando
É ouro jogados no caminho

Não tem chuva ou dia ruim
Enfrenta qualquer contratempo
As intempérias aguenta firme sim
Precisa ganhar o seu sustento.

Uma profissão que na verdade
Exige tanto e quase nada a ganhar
Mas tem muita força de vontade
Com um futuro melhor vive a sonhar.

São homens e mulheres que labutam
E juntos vieram para somar
Igual a tantos brasileiros que lutam
Esperando que um dia possa melhorar.

Carol Carolina




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Agradecimento Especial

A coordenação do Projeto Profissão Catador agradece o empenho da equipe de trabalho que não mediu esforços para a realização do evento de final de ano, proporcionando aos catadores do projeto momentos de alegria e felicidade.
Em especial, ressalta-se o empenho das Assistentes Sociais Lídia e Luciane, que dedicaram grande parte de suas atividades para viabilizar o evento.

Agradecemos também aos acadêmicos do curso de Administração, da Universidade de Cruz Alta, que colaboram na aquisição dos brinquedos de modo que viabilizou uma grande tarde a todos os presentes, principalmente aos filhos dos catadores.

Lembramos que o comércio local também foi parceiro:

Lojas MB, Esportiva Calçados, Unipes, Franco Giorge, Lojas Vencal, Mega Bazar, Benoit, Deltassul, Super Tois, Club UM, Xocks, Vitoria Calçados, Ponto Econômico, Lojas Facínio, Surmercado Nacional, Supermercado Súper Útil, Supermercado Linassi , Linke Supermercados, Play Center, OAB, Corsan, EASA, Sorvedelle, Dallcrem, Noronha Embalagens, Vereador Antônio Funck, CREA, Construtora Petrópolis, Optgrau, Lojas Pompeia, Lojas Quero- Quero, Casa das Linhas, Suzi Sport, Loja Ponto 10, Vivas Moda Homem, Art Panos, Ideal Modas, Óptica Batista, Tellecel Celulares, Nossa Casa, Lojas Arqueiro, Lojas Gang, Farmácia Panvel, Loja Até 30, RC sports, Livraria Centenária, Degraus Moda, CASPER, Banco do Brasil, Banco de Alimentos, UNIMED, Daronco, Vidraçaria Central, Teclas, Companhia do Papel, as professoras Angelita e Ana Paula e Vladmir. Agradecemos também ao poder público através da secretaria municipal de desenvolvimento social e Restaurante Popular. Por fim um agradecimento especial ao Sindicato dos Municipários de Cruz Alta que nos cedeu o espaço para a realização do evento.

Festa de Confraternização

Festa reuniu grande número de catadores que confraternizaram com a equipe do projeto.



Dia 05 de dezembro foi marcado por uma bela festa de confraternização do Projeto Profissão Catador. Na sede do SIMCA, Sindicato dos Municipários de Cruz Alta aconteceu um almoço comemorativo entre equipe do projeto, catadores e autoridades que estiveram presentes. O almoço foi a oportunidade de todos comemorarem juntos o sucesso do projeto em 2012 e já se mobilizarem para o ano que vai iniciar.
O publicitário do projeto, Vinicius Campos deu início as atividades com um breve cerimonial, contando com a participação da Reitora da Universidade Elisabeth Dornelles que fez um pronunciamento de boas vindas aos presentes e das palavras de catadores que agradeceram o auxílio dado através da Petrobrás, pelo programa desenvolvimento e cidadania.



Logo após o almoço, todos puderam participar de uma atividade coordenada por acadêmicos do curso de Educação Física da Unicruz. O melhor para as crianças ainda estava reservado, a chegada do Papai Noel foi o momento mais esperado por todos, as crianças muito felizes fizeram filas para a espera dos presentes.



Curso de Cosmetologia oferece tratamento de beleza aos catadores

Na tarde do dia 03 de dezembro os catadores do Projeto Profissão Catador tiveram a oportunidade de receber um tratamento de beleza. O curso de cosmetologia da Universidade de Cruz Alta ofereceu ao grupo de catadoras tratamentos de pele, cabelo e unhas. A ação foi realizada no campus universitário e faz parte da parceria do projeto com atividades acadêmicas que faz com que o âmbito acadêmico contribua com o processo de inclusão dos catadores.
Em uma tarde divertida os integrantes do projeto deixaram a catação um pouquinho de lado para cuidar da aparência e da saúde.

Confira as fotos:








segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Dica para o educador: Jogo sobre Coleta Seletiva

 
 
De uma maneira divertida, o jogo contribui com o desenvolvimento da consciência ecológica da criança, pois ela memoriza rapidamente as cores usadas na Coleta Seletiva e aprende como separar os resíduos para a reciclagem.
Além disso, a cada avanço, ela recebe informações de fácil entendimento sobre os danos que esses resíduos causam à natureza, caso não sejam reciclados.
 
Pode ser encontrado aqui:
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Querer não é precisar: Por uma infância com baixo teor de consumo


O Instituto Alana, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, lançou a cartilha Consumismo Infantil: na Contramão da Sustentabilidade. O livreto apresenta dicas para pais e educadores lidarem com as crianças, cada vez mais expostas ao apelos da mídia para o consumo.
A cartilha integra o Projeto Criança e Consumo desenvolvido desde 2006 pelo Instituto Alana, com apoio do Ministério do Meio Ambiente.
A secretária de Articulação do ministério, Samyra Crespo, explica que a ideia de apoiar o projeto surgiu da necessidade de se manter um trabalho de conscientização infantil sobre o consumo sustentável.
            - O ministério não poderia ficar de fora de um projeto de instrução para essas crianças. A criança. A criança brasileira é a que mais tempo permanece em frente à televisão: são cinco horas por dia. Consequentemente, essa criança fica mais exposta aos anúncios e a publicidade, que estimulam o consumir pelo consumir – destaca Samyra.
             Para a secretária nacional do Consumidor, Juliana pereira, é preciso modificar desse quadro.
- A criança aprende desde cedo que ela só alguém se tiver tênis de marca, ou o celular do momento. É isso que temos de mudar – explica.

Onde encontrar:
Site do Ministério do Meio Ambiente: http://www.mma.gov.br/publicacoes/responsabilidade-socioambiental/category/90-producao-e-consumo-sustentaveis

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Catadora cria biblioteca com obras encontradas no lixo no interior de SP

A catadora de recicláveis Cleuza Branco de Oliveira, 47, lê obra na cooperativa de Mirassol, no interior de SP
 
 
A catadora de recicláveis Cleuza Aparecida Branco de Oliveira, 47, sempre cultivou o sonho de ter uma biblioteca em sua casa, em Mirassol (455 km de São Paulo). Apaixonada por leitura, queria poder emprestar livros a pessoas sem condições de comprá-los.
 
De tanto ver obras jogadas no lixo de escritores como Machado de Assis, José Saramago e Érico Veríssimo, Cleuza, então semianalfabeta, passou a lê-las e pôde, neste ano, realizar seu sonho.
 
Foi guardando livros e inaugurou a biblioteca não em casa, mas na associação de catadores, da qual participa, localizada no centro de triagem do lixo.
 
O acervo já conta com 300 títulos. Criado e administrado por 11 catadores, o espaço tem um canto de leitura, uma brinquedoteca, uma área para discos, brechó e, claro, os livros.
 
A biblioteca não cobra pelo empréstimo das obras, mas quem quiser comprá-las -há títulos repetidos-, paga R$ 0,50 por livro. A renda vai para a própria associação. O local também faz trocas.
 
"Não tem burocracia e não precisa preencher nada. Alguns levam para casa e outros optam por ler no próprio barracão", afirmou o biólogo Luiz Fernando Cireia, 31, incentivador e usuário do projeto.
E
mpresas de Mirassol também têm feito doações, que vão possibilitar, inclusive, a ampliação da área, de acordo com Cleuza.
 
Com salário de R$ 500 mensais, os catadores terão um pequeno acréscimo de renda, ainda não calculado, graças à venda de alguns títulos.
 
Mas Cleuza garante que o objetivo não é financeiro, é dar aos colegas a oportunidade de ler esses livros.
 
 
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Unicruz, através do Projeto Profissão Catador é uma das vencedoras do prêmio FINEP

 
As únicas universidades premiadas no RS foram a UNICRUZ e a PUC/POA.
Os vencedores do prêmio FINEP de inovação 2012 da região Sul foram conhecidos no dia 31 de outubro em Porto Alegre durante a cerimônia de encerramento do 5° Congresso Internacional de Inovação realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERG)

No quesito Tecnologia Social a Universidade de Cruz Alta através do Projeto Profissão Catador: Entre o viver e o sobreviver do lixo, foi contemplada com o troféu Prata.

Em 2012 na sua 15ª edição, o Prêmio recebeu 588 inscrições, representando um aumento de 56% em relação a 20. A região Sul teve 187 inscritos, sendo 91 do Rio Grande do Sul, 55 de Santa Catarina e 41 do Paraná.  

UNICRUZ foi representada no evento pela coordenadora do projeto profissão catador, a profª Enedina Teixeira da Silva do Centro de Ciências Sociais Aplicadas.

O Prêmio FINEP é o mais importante instrumento de estímulo e reconhecimento à inovação no País. Desde 1998, já premiou mais de 500 empresas, instituições e pessoas físicas, sendo responsável pela projeção dos contemplados não apenas no Brasil como no exterior.

As categorias premiadas são: Micro e Pequena Empresa, Média Empresa, Grande Empresa, Instituição de Ciência e Tecnologia, Tecnologia Social, Inventor Inovador e Inovar Fundos.

A FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foi criada em 24 de julho de 1967, para institucionalizar o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Reciclagem de lixo eletrônico é tendência


O lixo eletrônico, também conhecido como e-lixo, é gerado pelas constantes mudanças tecnológicas dos computadores e celulares. Cerca de 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos são jogadas fora, todos os anos, pela população do mundo. No Brasil, algumas empresas encontraram na reciclagem de aparelhos descartados uma boa oportunidade de mercado.
Hoje existe mais de um celular por brasileiro. Toda hora surgem modelos novos, toda hora as pessoas estão trocando os aparelhos. Mas o que fazer com os velhos e ultrapassados? E não só celulares. TVs, sons, computadores que a gente não quer mais. A solução é o descarte correto e a reciclagem dos eletrônicos. Um lixo que vale dinheiro.
Computadores velhos, TVs e celulares descartados. Quando os aparelhos eletrônicos ficam obsoletos, o empresário Marcus Oliveira entra em cena, recolhe e trata o lixo eletrônico das empresas.
“Hoje, só no Brasil, a gente tem mais de um aparelho celular para cada habitante. E além dos computadores, eletrônicos, tudo isso mais, a cada dia vai sendo muito mais rápido descartado. E vai gerando um volume muito grande”, afirma o empresário.
O negócio ganhou impulso com uma lei do governo federal de 2010, que obriga as empresas a cuidar do lixo eletrônico, para não contaminar o meio ambiente. A lei estabelece que o consumidor deve devolver os produtos usados nos mesmos lugares da compra. E as lojas que comercializam os produtos são obrigadas a levá-los ao centro de triagem mais próximo.
“A lei é a Política Nacional dos Resíduos Sólidos que institui diretrizes de como se destinar corretamente todo tipo de resíduos sólidos no Brasil, entre eles, é citado na lei o resíduo eletroeletrônico. Ela traz oportunidades para o negócio porque imputa sobre fabricantes, importadores e grandes empresas, ou todo tipo de empresa, a responsabilidade de destinar corretamente os seus resíduos eletroeletrônicos”, explica Ronilson Rodrigues Freitas, da Associação Brasileira de Reciclagem.
A empresa de Oliveira cobra a partir de R$ 0,40 por quilo de material recolhido. Se for para rastrear e destruir arquivos, esse valor pode chegar a mais de R$ 2 por quilo.
Segundo o empresário, com R$ 50 mil dá para montar uma pequena empresa de recolhimento de lixo eletrônico. O valor é para a estrutura física do negócio e para obter a licença ambiental de funcionamento.
“Tem oportunidades para os novos pequenos empresários que podem investir num negócio de manufatura reversa de equipamentos eletrônicos e a gente pode inclusive, dar todo o apoio para essa empresa. De quer forma? Adquirindo deles placas eletrônicas, por exemplo, que são fonte de receita”, revela Oliveira.
Na empresa, o lixo eletrônico é desmontado a mão, peça por peça. Depois, separado por categoria. Metais, plásticos, baterias. Eles são entregues para empresas especializadas em reciclagem ou descarte.
Parte do lixo vale dinheiro. É o caso das placas eletrônicas de computadores. Elas contem 17 tipos de metais. Alguns dá para ver fácil. Tem o cobre, o alumínio, o ouro - uma camada bem fininha. Em uma caixa, por exemplo, há mais de 30 gramas de ouro.
Marcus vende as placas eletrônicas para empresas na Europa, que extraem os metais.
As carcaças plásticas dos eletrônicos são vendidas para uma empresa nacional de reciclagem, e viram mais um negócio. São 230 toneladas por mês de resíduos plásticos.
“Acredito que faça muita diferença para o meio ambiente, porque imagina só um resíduo industrial, indo para um aterro, os aterros todos superlotados, incineração também, muito difícil encontrar, custo muito caro, acredito que 230 toneladas que a empresa faça hoje têm um retorno bem significativo ao meio ambiente”, diz Eduardo Roberto Golçalves, da empresa de reciclagem.
Os clientes querem matéria-prima com qualidade de nova e preço de velha. Para isso, o essencial é não misturar plásticos variados. Entra em cena uma mão de obra diferente: um especialista em cheiros.
“Raspando, a gente sente o odor do material. Esse aqui é poliestireno. Esse é outro tipo de plástico é ABS. É usado na parte de eletrônicos”, explica Rafael Batista, classificador de plástico.
O plástico separado é moído e depois limpo de resíduos. Quanto mais puro, maior o valor. É uma caça às impurezas. Ela passa um imã pelo plástico triturado em busca aos corpos estranhos. “É muita coisa. 50 quilos por dia.”
O plástico segue para a próxima etapa, em um equipamento chamado estrusora. É conhecida como máquina de fazer macarrão. Ela é bem barulhenta. Derrete o plástico e solta em fios tipo espaguete, em temperatura de 300 graus. Depois, mergulha na água e corre por uma banheira comprida, onde o material esfria e endurece.
A secagem ocorre em vassouras improvisadas e vai para o granulador, de onde sai o macarrão, em forma de grãos. Depois é só embalar e vender. Depois do processo, o lixo de plástico vale R$ 4 o quilo e é muito disputado pelo mercado.
O granulado é vendido para outra empresa onde, finalmente, o lixo plástico volta a ser produto.
Ele é derretido e transformado em peças de comunicação visual: acabamento para banners e cabos de bandeira. Com a matéria-prima reciclada mais barata, os produtos custam até 50% menos que os feitos de material virgem.
“É para empresa que quer comprar mais barato. E beneficia nós também, os empresários, porque nós temos também um custo menor. Dá para ter uma margem sim, mas beneficia tanto um quanto o outro”, relata a empresária Vanda Guerra.
O mercado de reciclados é crescente. Por ano, o Brasil gera mais de três quilos de lixo eletrônico por habitante. Agora, a lei força a redução dessa quantidade e surgem as oportunidades de negocio.
“Nós não paramos de comprar eletroeletrônicos. Qualquer consumidor não para de comprar. Quantos mais compramos, mais esse mercado vai ter. A gente une os 2 mercados do futuro: informática e sustentabilidade, unidos num mercado só. Então esse mercado é crescente e duradouro”, diz Freitas, da associação de reciclagem.
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Que árvore você quer para o futuro?


O DNIT –Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em parceria com a Gestão Ambiental da BR-448 (STE – Serviços Técnicos de Engenharia S.A.) promove a exposição: “Que árvore você quer para o futuro? Não faça do lixo a semente”.
A exposição é composta por quatro árvores de ferro reciclado cobertas com lixo e aborda diferentes temáticas, além de 24 fotografias, que revelam as consequências da atitude do descarte irregular e propõe diversas “leituras”sobre uma consciência ambiental frente aos bens naturais do planeta. As imagens trazem também elementos inusitados coletados durante a captação das fotos que compõem as árvores.
Árvore "Mutação da Infância"
 
Árvore "Mundo Eletrônico"
 A exposição demonstra o envolvimento em ações socioambientais promovidas durante a contrução das obras de infraentrutura rodoviária e serve também para sensibilizar os colaboradores sobre o descarte correto de resíduos sólidos.
Fotografias revelam o descarte irregular
" Um alerta, uma chamada para a reflexão de um comportamento que tem tornado os cacostamentos e espaços laterais de nossas estradas em verdadeiros lixões, causando degradação, trazendo riscos e alterando a paisagem.
De um inocente papel de bala a um incendiário toco de cigarro capaz de causar uma tragédia, estamos semeando um bosque de lixo.
Pode parecer exagerado, mas não é. Na verdade, nada é inocente ou insignificante, nem o papel de bala que jogamos descompromissadamente pela janela de nosso carro, nem o corpo do animal morto que não damos o devido fim, nem o entulho que preferimos ignorar o destino.
Talvez sejamos ingênuos ao imaginar que tirar o lixo de nossos olhos fará com que ele desapareça, mas quando você voltar de sua viagem pela mesma estrada ou por outra, ele ainda vai estar lá.
Junto a todos os outros papéis de bala, às  pilhas de entulho, aos brinquedos velhos, pneus carecas, aos sapatos furados, às bolsas rasgadas, às latinhas e garrafas de bebidas, aos pacotes de salgadinho, aos restos de comida, ou talvez tenha queimado num incêndio iniciado pelo toco de cigarro.
Talvez, e como é crescente o consumo, o lixo não faltará, mas também não pode nos faltar consciência e reflexão.
Pense! Que paisagem você quer para o futuro? Que futuro você quer para o planeta?
Não faça do lixo a semente."
 
Exposição:
“Que árvore você quer para o futuro? Não Faça do lixo a semente.”
Idealização e produção: Gestão Ambiental da BR-448 /STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A.
Fotografia: Andrea Weschenfelder
Artista Plástico: Eduardo Nunes
Direção de Arte: Mário de Almeida/UBX-lab
Concepção Artística: Zé Augustho Marques
Colaboradores: Jovino Ribeiro,Mário Alves Severo, Marines Bião, Terezinha Bião e Thalia de Souza
Apoio:
Consórcio Queiroz Galvão, OAS, Brasília-Guaíba e Jornal Fala Brasil

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Projeto Profissão Catador: Relatos de experiência

 
Há mais de quinze anos, Maria Etelvinada Rosa Perúcio vive da renda obtida com a coleta do lixo. Até a formaçã do grupo, fazia esse trabalho separadamente, saindo de casa todos os dias bem cedo para recolher material. O grande problema é que ganhava pouco, pois tinha dificuldades para encontrar compradores. "Vendia para os picaretas". Hoje, Maria Etelvina diz que o trabalho na Associação - localizada no bairro Acelino Flores - é bem mais tranquilo e, principalmente oferece segurança para ela e a família. Em 22 dias, conta ela, já chegou a ganhar R$ 950,00 mas, enfatiza, 'é preciso trabalhar muito'.
Leonilda Lima Lopes, 56 anos, trabalhou como doméstica desde os 11 anos de idade, até ficar doente e precisar se ausentar. Quando voltou, não encontrou mais colocação no mercado. Há 1 mês está na Associação e garante que está valendo a pena. "Estou perto de casa e o primeiro pagamento foi suficiente para pagar as contas". Maria Isabel Antunes dos Santos também é nova na atividade. Até dois meses trabalhava fazendo faxina. Hoje ela e a filha estão na Associação. Bem felizes. "O trabalho é pesado, mas trabalhamos em turno, determinados dias da semana, e o dinheiro é bom", resume Maria Isabel.
Papel, papelão, latinhas de alumínio e plásticos são os materiais mais coletados pelo grupo de trabalhadores.
 
Fonte: Jornal Diário Serrano - 07 outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Catador de material reciclável: uma profissão para além da sobrevivência?



A reciclagem de lixo urbano figura como atividade emergente após movimentos ambientalistas e de preservação ambiental. Embora gere vantagens ambientais indiscutíveis, sobressaem os aspectos econômicos. A catação de materiais recicláveis constitui, para muitos trabalhadores, única forma de garantir a sobrevivência e possibilidade de inclusão num mercado de trabalho excludente.

Entende-se que o trabalho ocupa um lugar central na vida de quem o realiza. Para tanto, são enfocados dois fatores: o fato de ele ser um meio de sobrevivência e o tempo de vida a ele dedicado. O trabalho, além de ser um meio de subsistência, também é um meio de integração social, pois possibilita o relacionamento entre pessoas, a inclusão social e o sentimento de pertencer a um grupo. Assim, o trabalho significa para o trabalhador uma forma de afirmar sua identidade por meio de atribuições individuais inseridas por ele na realização da tarefa.

No Brasil, estima-se que o número de catadores de materiais recicláveis seja de aproximadamente 500.000 (quinhentos mil).

Os catadores catam e separam do lixo o material reciclável numa quantidade que seja suficiente para vender. O comércio dos materiais recicláveis entre os catadores e as empresas de reciclagem geralmente passa pela mediação dos atravessadores, chamados de sucateiros.

Esses intermediários, os sucateiros, recebem o material coletado pelos catadores, pesam e estabelecem o preço a ser pago pelos catadores. Em seus depósitos, os sucateiros vão acumulando os materiais, até conseguirem uma quantidade que viabilize o transporte para as indústrias de reciclagem.

Os catadores geralmente desconhecem completamente os aspectos que envolvem a logística do processo de reciclagem, desconhecimento muitas vezes atribuído ao baixo grau de escolaridade. O pouco conhecimento do circuito de reciclagem é um forte impedimento para que os catadores obtenham ganhos melhores nessa atividade.

A existência dos atravessadores podem ser explicada por dois fatores principais: primeiro, pela “dificuldade de locomoção” dos catadores de lixo para entregar o material nas indústrias de reciclagem e, segundo, pelas vantagens que esse sistema oferece às indústrias.

Dessa forma, o catador de material reciclável participa como elemento base de um processo produtivo bastante lucrativo, no entanto, paradoxalmente, trabalha em condições precárias, subumanas e não obtém ganho que lhe assegure uma sobrevivência digna.

Relaciona-se o crescimento do número de trabalhadores de materiais recicláveis com as crescentes exigências do mercado formal de trabalho.

Embora seja tal como a atividade de vendedor ambulante, realizada informalmente, a partir da década de 1980, os catadores começaram a se organizar em cooperativas ou associações, na busca pelo reconhecimento dessa atividade como profissão. Nos anos 1990, com o apoio de instituições não governamentais, foram promovidos encontros e reuniões em vários locais do país com essa finalidade. Novos parceiros foram incorporados, e o ano de 2001 culminou com a realização do “1º Congresso Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e a 1ª Marcha da População de Rua”. Com o fortalecimento dessas manifestações, criou-se o movimento nacional de catadores.

Dessa forma, os catadores estão construindo sua história e demarcando sua área de atuação, conquistando também seu reconhecimento como categoria profissional, oficializada na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações, no ano de 2002.

Nessa classificação, os catadores de lixo são registrados pelo número 5192-05 e sua ocupação é descrita como catador de material reciclável. Segundo a descrição sumária de suas atividades na CBO, os catadores “catam, selecionam e vendem materiais recicláveis como papel, papelão e vidro, bem como materiais ferrosos e não ferrosos e outros materiais re-aproveitáveis”.

O problema hoje não está em reconhecer legalmente o catador como um profissional, mas sim, em reconhecer seu direito às condições dignas de trabalho e de vida para além da perspectiva estrita da sobrevivência.

Para que a sociedade perceba o catador como “um outro trabalhador qualquer” é preciso associar o trabalho de catação a significados positivos.

O caráter excludente do trabalho do catador está relacionado com a semântica negativa do lixo, e esta situação interfere tanto na identificação do catador com o seu trabalho como no reconhecimento da sociedade pelo trabalho desempenhado pelo catador.

Sob o ponto de vista psicossocial, tornar-se catador é sentido como fonte de dignidade e modo legítimo de obter renda. Contudo, a inclusão desses catadores ocorre de forma perversa. Dessa forma, pode-se inferir que o catador de materiais recicláveis é incluído ao ter um trabalho, mas excluído pelo tipo de trabalho que realiza.

O fato dos catadores constarem na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO – poderia ser um indicativo que apontasse para o resgate da dignidade desses trabalhadores, inserindo-os no âmbito das políticas públicas.

Porém, o que se observa é uma condição oposta, na qual o trabalhado da catação é quase sempre desfavorável ao trabalhador. O trabalhador catador é exposto a riscos à saúde, a preconceitos sociais e à desregulamentação dos direitos trabalhistas, condições que são extremamente precárias, tanto na informalidade de trabalho, quanto na remuneração. Além disso, os catadores não tem acesso à educação e ao aprimoramento técnico.

Paradoxalmente, mesmo ocorrendo nas condições demonstradas, a catação possibilita a sobrevivência de muitos trabalhadores. Lentamente, os catadores buscam se organizar em cooperativas e associações, visando melhores condições de trabalho.

As cooperativas de reciclagem de lixo são recentes no Brasil. Uma cooperativa de catadores pode desenvolver diferentes ações, visando enfrentar fatores que interferem no processo de negociação de materiais recicláveis, possibilitando competitividade através do aumento de oferta de matérias recicláveis num volume maior que garanta negociação de preços.

O também destaca-se as seguintes vantagens da cooperativa: evitar depender de um único comprador; vender cargas “fechadas” por um preço médio; estocar – os materiais podem ser armazenados por períodos mais longos, se o galpão de triagem dispuser de espaço e houver capital de giro.

O objetivo central de uma cooperativa de catadores de material reciclável é gerar oportunidades de trabalho e renda. Das vantagens econômicas advindas da organização em cooperativas de trabalho, apresenta-se o fato de os catadores conseguirem um valor mais alto pelo produto em melhores condições de limpeza e classificação e barateiam o transporte, prensando as cargas.

A organização do trabalho dos catadores em cooperativas é elemento fundamental para se obter melhores condições para a venda direta e, consequentemente, a obtenção de melhores preços.

Dentre as alternativas de tratamento para o lixo urbano, a reciclagem configura-se como importante elemento, pois possibilita o reaproveitamento de materiais descartados novamente ao circuito produtivo e traz benefícios ambientais através da economia de recursos naturais, energia e água. Além do inquestionável aspecto ambiental, a reciclagem possibilita ganhos sociais ao absorver no seu circuito produtivo os catadores de materiais recicláveis.

Esses trabalhadores desempenham um papel preponderante para o processo de reciclagem, pois, atualmente, o fruto de seu trabalho é ponto de partida para o abastecimento, com matérias-primas, da indústria de reciclagem.







 Fonte: Medeiros, L.F.R.; Macedo, K.B."Catador de material recicável: uma profissão para além da sobrevivência?"; Psicologia & Sociedade; 18 (2):62-71; mai./ago.2006

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Brincadeiras Infantis


No mês das crianças, nesta data tão especial, que tal comemorar de um jeito diferente? A sugestão é promover um dia de muitas brincadeiras, juntos em família e com amigos confeccionando os próprios brinquedos.

Trazemos 21 sugestões de joguinhos e brincadeiras que podem ser feitos com materiais que temos em casa, muitos deles descartáveis.

 Um bom uso para todas aquelas meias sem par: joguinho de peca o peixe na vara, um bom ímã na ponta do cordão; as meias recheadas com objeto metálico na “boca” do peixe, adornados com fitinhas coloridas e botões... tempo cronometrado: quem fisgará mais peixinhos?

 
 

Mini-golfe: Bastão: cabo e uma embalagem plástica fixada na ponta, deve-se utilizar fita adesiva. Os buracos podem ser feitos com embalagens plásticas ou outro material disponível, fixado ao chão.

 

Esta sugestão é super prática: casinha de papelão desmontável. Podemos colorir, fazer janelas, mil e uma possibilidades!
 

 

E as tampinhas plásticas de vários produtos, cores e tamanhos? É só vazar e passar um fio pela abertura, finalizando com um nó bem seguro:

 

          Uma fita é tudo que se precisa para esta divertida brincadeira:

 
            Jogo de Damas: é só confeccionar o tabuleiro, as tampinhas serão as peças! Ótima opção para desenvolver o raciocínio:

 
Quem consegue a maior pontuação? Jogo de Arremesso... com uma fita adesiva, faz a marcação no chão. O objeto a ser lançado, pode ser um saquinho com sementes.
 
Jogo de Argola! Rolinho de papelão fixado sobre uma base plana e argolas, que podem ser feitas de vários materiais, como garrafas PET, só precisa envolvê-las, para que fiquem pesadas  suficiente para serem arremessadas:
 
Um grande papel desenhado, um lindo cenário para brincar com as miniaturas... pode-se ainda fazer prédios e casinhas com caixas de vários tamanhos, revesti-las e pintá-las.
 
Jogo da Memória: palitos de sorvete, papel e criatividade!
Que tal fazer uma surpresa para um grande desenhista? Reutilizando uma janela e algum trabalho, teremos uma mesinha apropriada para o artista!
 
           Na porta, um teatro de fantoches. Basta estender um tecido com janelinha! Mil e uma histórias serão contadas, para uma plateia atenta!
 
Bonecas magnetizadas. Uma bandeja metálica e bonequinhas impressas, coladas em manta magnética. Podem ser também desenhadas.
 
Rolinhos de papel, tintas, lápis, papel colorido. Muitos personagens surgirão:
 
        Joguinho educativo: Bandeja metálica e letrinhas magnéticas! As letrinhas podem ser recortadas de embalagens e serem coladas em manta magnética.
 
 
       Teatro de sombras: desenha-se o formato dos personagens, fixa um suporte para o manuseio dos bonecos, pendura-se um tecido, posiciona-se por trás do pano. Uma luz por trás de tudo, fará com que a sombra seja projetada e o espetáculo terá início.
 
Outra ideia legal, é desenvolver brincadeiras que estimulem a curiosidade científica, aqui, comprova-se a existência material de gases.
 
 
            Teatro de Fantoches, reutilizando-se meias:
 
 
        Casinhas adoráveis, por reutilização de caixas de cereais e outras embalagens similares:
 
 
 
        Catapulta: palito de picolé, borrachinhas:
 
 

       No final disto tudo, todos serão só sorrisos!

 

       Esperamos que possa desenvolver algumas destas atividades com suas crianças! Serão momentos inesquecíveis, de grandes descobertas de talentos e confraternização familiar.

 
FONTE: reciclagemjardinagemedecoracao.blogspot.com.br